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Eu acho até graça…

Postado em Jornalismo em 14 14UTC Agosto 14UTC 2009 por Mônica Patrícia

Segundo pequeno artigo, escrito pela também jornalista Ana Amélia Lemos, uma pesquisa feita em 2007, pelo cientista político Ricardo Caldas, da UnB, revelou que instituições cujos membros não são eleitos (Forças Armadas, Ministério Público e Bombeiros) gozam de excelente avaliação dos Brasileiros. Ao contrário do que acontece com o parlamento e a política de maneira geral.

Se na avaliação do povo brasileiro, as instituições onde membros não são eleitos pelo povo, desempenham muito bem as suas funções. Ao contrário do que acontece no cenário político, será que parte da responsabilidade por todo este circo não é do próprio povo???

O que mais me preocupa é a falta de interesse que a maioria da população tem em relação à política. Só parece interessada quando a lama toma conta de todos os jornais e telejornais, por dias consecutivos.

Na verdade, quase todos continuam alienados. Mais de 50% dos brasileiros não lembra em quem votou na última eleição. Se não conseguem lembrar quem foi escolhido para representar o povo e para defender os seus interesses, de que maneira serão capazes de exigir responsabilidade e moralidade.

Eu me lembro exatamente em quem votei nas duas últimas eleições municipais, estaduais e federais. Infelizmente, grande parte dos meus candidatos, nas últimas eleições não foi eleita. O que particularmente me deixa aliviada. Vejo essa seqüência de escândalos e penso “Quem mandou votarem nele (a)?”

Se pessoas como os ex-presidentes da República José Sarney e Fernando Collor estão hoje no Senado, é porque o POVO BRASILEIRO os elegeu. Essa colocação vale para tantos outros políticos envolvidos em escândalos de corrupção, Yeda Crusius, Renan Calheiros e aqueles outros, de tempos atrás, envolvidos no Mensalão. Como Roberto Jefferson, por exemplo, que conseguiu convencer muita gente de que era honesto, porque denunciou o esquema obscuro que existia na época.

Meu Deus!!! Roberto Jefferson nunca foi honesto!!! Ele nunca quis moralizar coisa alguma. O único objetivo era salvar a própria pele.

O mesmo acontece hoje, no Senado. Todos os nobres senadores que estão querendo derrubar o Sarney, sabiam muito bem que tipo de negócios e acordos eram feitos por baixo dos panos. Assim como os seus defensores.

No início da década de 90, o mesmo Collor que defende o presidente do Senado, o chamava de ladrão e sem vergonha. É incrível como a opinião dos políticos muda de acordo com o vento.  Muda também, a opinião dos eleitores. Como já falei, os que estão no poder, foram colocados lá pelos mesmos eleitores que hoje cobram decência e boa conduta dos que ajudaram a eleger.

Tempos atrás, eu ainda sonhava com gente séria e decente ocupando cargos do governo, com eleitores engajados e politizados… Hoje, já encaro isso como uma utopia. Parece que quanto mais sujeira aparece e mais crimes são descobertos, menos a população se interessa em fazer o que é correto.

Quem sabe… Na próxima eleição, O POVO procure saber mais sobre o seu possível candidato e possa talvez, fazer melhores escolhas. Se bem que, escolher a melhor alternativa, quando só nos apresentam opções sem capacidade, sem caráter e sem moral, fica bem complicado…

No meio do caminho tinha uma viatura, tinha uma viatura no meio do caminho

Postado em Jornalismo em 20 20UTC Abril 20UTC 2009 por Mônica Patrícia

A adaptação da conhecida frase de Drumond descreve bem a cena vista na Rodoviária de Porto Alegre, no fim da tarde do dia 15 de abril, quarta-feira.
Quando uma viatura (Fiat Doblo) da Brigada Militar atrapalhau o trânsito dos ônibus em frente aos boxes 01 e 02.

O ônibus que estava estacionado no primeiro boxe teve dificuldade para sair, pois o veículo da brigada, com três policias militares, estava parado em sua traseira. Quando o motorista deu réu para liberar a passagem do ônibus, trancou todo o tráfego próximo a rampa que dá acesso à saída da rodoviária.

A situação só melhorou quando funcionários de uma das empresas de transporte coletivo ajudaram a organizar o caos em que se transformou o fim daquela tarde. Para diminuir o transtorno, a viatura estacionou no boxe 02, impedindo logo em seguida, que o ônibus com destino a cidade de Taquari chegasse ao local de embarque dos passageiros.

Passados mais de 10 minutos de confusão, o motorista, também policial militar retirou a viatura do local, derrapando pneus e dando “buzinadinhas” com tom da camaradagem aos motoristas que novamente pararam de trafegar.

O fato cômico não teria me causado tanta estranheza e particularmente, um pouco de revolta, se o motivo para a desordem fosse de interesse público. Exatamente, os policias não estavam ali para servir e proteger. O objetivo da incursão à Rodoviária da Capital não foi efetuar uma prisão, conter algum distúrbio ou qualquer outra tarefa relacionada à Segurança Pública.

Eles aproveitaram a saída do veículo para um passeio no terminal rodoviário. Deixaram um colega pertinho do boxe em que ele iria embarcar para mais uma viagem gratuita. Isso mesmo, policial fardado não paga passagem de transporte coletivo.

Não tenho uma opinião formada sobre esta questão da isenção no transporte. Os policias em geral, ganham pouco no Brasil, isso é fato. Arriscam suas vidas para manter a Lei e a Ordem (alguns mais, outros menos, muito menos) e muitas vezes precisam se deslocar de uma cidade para a outra a serviço.

Acho as justificativas coerentes, mas eles são funcionários públicos, ou seja, possuem certos benefícios que a maioria da população não possui. Eu moro em uma cidade, trabalho em outra e estudo em uma terceira. Meu gasto mensal com transporte é grande e o governo não me dá isenção nenhuma. Da mesma forma que não dá subsídio algum em relação ao transporte, para a maioria dos trabalhadores.

Bom, mas isso é pauta para um outro texto, que provavelmente vai abordar a cachoeira de benefícios recebidos pelos políticos do país, sendo que todos eles são financiados pelo dinheiro público.

Voltemos ao caso da viatura… Além de desovar o colega viajante, os outros policias militares permaneceram no interior do veículo, atrapalhando o trânsito e testando a paciência de motoristas e passageiros, para esperar o outro “coleguinha”, que desembarcou da viatura e se dirigiu para o outro lado do terminal. Pela direção tomada por ele e o tempo de demora, o colega em questão devia estar comprando, ou melhor, emitindo gratuitamente no guichê de atendimento, seu bilhete de passagem.

Enquanto esperavam, todos os polícias dentro da viatura conversavam animadamente e riam muito. Sei disso, porque eu era uma das passageiras esperando que o ônibus com destino a Taquari conseguisse chegar ao boxe número 2. O carro da Brigada estava estacionado bem próximo de mim…

Quando os polícias foram embora, fiquei me perguntando se enquanto eles estavam ali descontraídos, utilizando um veículo de propriedade pública, alguém não estava precisando de auxílio, proteção ou socorro. Além disso, quem paga o combustível utilizado nas viaturas? O contribuinte.

A obrigação da polícia é prestar serviço aos contribuintes. Muitas vezes a população não recebe este serviço e esta proteção, porque “teoricamente” falta contingente. Se falta pessoal, os policias que estão de serviço “usando fardas”, deveriam estar trabalhando e não passeando pela cidade.

Porém… No meio do caminho tinha uma viatura, tinha uma viatura no meio do caminho…

Com diploma, posso ser o que eu quiser…

Postado em Jornalismo em 17 17UTC Setembro 17UTC 2008 por Mônica Patrícia

Até poucos dias atrás, eu tinha o senhor ministro da Educação, Fernando Haddad como um homem de bom senso e ciente dos atuais problemas educacionais do País. No entanto, hoje acabo de me decepcionar e muito. O Ministério da Educação – MEC estuda autorizar outros diplomados a exercer o jornalismo. A proposta de Haddad é permitir que qualquer profissional com formação superior também possa trabalhar na área. Além de inoportuna, a proposta do ministro é absurda. Tão absurda quanto a desobrigatoriedade do diploma. O ministro disse que seu objetivo não entrar na discussão travada no Supremo Tribunal Federal – STF e no Ministério do Trabalho e sim tratar da formação do jornalista.

A formação dos jornalistas vai muito bem, obrigada! O que não vai bem e que precisa ser tratada é a orgia que se tornou a nossa atividade profissional. Ingressamos na universidade e estudamos no mínimo quatro anos, redação jornalística, técnicas de reportagem, assessoria de imprensa e principalmente ética profissional. Mesmo assim, não estamos isentos de cometer erros, da mesma forma que nenhum outro profissional está, independente de sua área de atuação.

Agora imagine só, se depois de formada em Comunicação, eu decidisse trabalhar como advogada? Acho que o senhor ministro concordaria facilmente, afinal é só eu cursar algumas disciplinas técnicas do Direito e estaria apta a defender ou acusar alguém em um julgamento. Também poderia cursar algumas disciplinas de química talvez ou algo parecido e poderia no futuro trabalhar como farmacêutica. Pois, o mais importante eu tenho, meu diploma de graduação. Não importa se é na área da saúde, das ciências exatas ou das ciências humanas. Se Fernando Haddad acredita que qualquer diplomado pode trabalhar como jornalista, acho que qualquer um pode trabalhar do que quiser.

Eu proponho que de agora em diante, as universidades e faculdades disponibilizem apenas a graduação básica ou a uma graduação múltipla, com uma disciplina relacionada a cada curso ou área. No momento em que o cidadão receber o seu diploma ele decide o que “quer ser quando crescer”, músico, médico, engenheiro, malabarista, jogador de futebol.

Penso nas soluções que isso traria. Nenhum adolescente entraria em crise às vésperas do vestibular, tentando decidir qual profissão seguir. Ele simplesmente faria a tão temida provada, quem nem seria mais tão temida, porque não haveria mais nenhum curso super disputado, tudo seria uma coisa só. Estudaria quatro, cinco anos e depois de formado decidiria…

Talvez a proposta do ministro nem seja tão absurda como parece… Se o MEC aprovar esse descalabro, pode ser que aprove o mesmo para outras profissões, não é? Se isso acontecer, vou pegar meu diploma em 2009, vou cursar algumas disciplinas de anatomia em uma boa faculdade de medicina e vou procurar trabalho como médica. Se não der certo, alguns meses depois eu tento outra profissão, porque segundo Fernando Haddad o importante é a boa formação e não a questão do exercício profissional. “Sou favorável à boa formação. Não discuto a questão do exercício profissional” frase do ministro da Educação Fernando Haddad, em entrevista à Folha de São Paulo, em 17 de setembro de 2008.

Nativismo no Nacional Boulevard

Postado em Jornalismo em 11 11UTC Setembro 11UTC 2007 por Mônica Patrícia

 

A 30ª Expointer, que aconteceu de 25 de agosto a 02 setembro em Esteio, além todos os seus atrativos também é foi o local para artistas e amantes da tradição gaúcha mostrarem o seu talento. Inspirados nisso, músicos da cidade de Canoas realizaram tertúlias nativistas dentro do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil.

 

Na noite de sábado (01/09) Mauro Augusto Cenci, 30 anos e Eduardo Oliveira, 22 anos reuniram alguns amigos também músicos e levaram o encantamento das canções gaudérias e missioneiras ao público que estava no Nacional Boulevard. Todo começou com uma pequena reunião de amigos em frente a um dos restaurantes. Depois de alguns minutos, os acordes de violão, gaita e o suave bater do bombo legueiro fizeram o número de pessoas em torno da roda de violão aumentar, levando a momentos de grande entusiasmo e emoção.

 

O repertório apresentado incluiu músicas missioneiras, sugeridas por Mauro Augusto que morou alguns anos da Região das Missões e outras já sucesso nas vozes de Luiz Marenco e outros conhecidos cantores gaúchos, como “Batendo Água” e “Pra Bailar de Cola de Atada”. O mini show que teve início no fim da tarde, só foi interrompido quando músicos contratados pelo restaurante começaram os testes de som para sua apresentação, quando já era quase domingo.

 

 

Os canoenses então, se encontraram com conhecidos e amigos que estavam expondo animais e uma nova tertúlia foi organizada. Desta vez o local escolhido foi o galpão de exposição de ovinos, onde aconteceu um churrasco e uma grande interação. Expositores, músicos, amigos e freqüentadores de Expointer que se juntaram ao grupo no Boulevard e se encantaram com a manifestação de tradicionalismo e amizade. O encontro só acabou por volta de três horas da manhã, com uma rodada de declamações que emocionaram todos que estavam presentes.