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	<title>Mônica Patrícia</title>
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		<title>Mônica Patrícia</title>
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		<title>O mundo está doente</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Apr 2011 01:51:24 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
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		<description><![CDATA[Lá na década de 80, Renato Russo já esbravejava a frase: “E há tempos nem os santos tem ao certo a medida da maldade” e na música ainda dizia que se a voz de uma determinada pessoa tivesse força igual a imensa dor sentida, o grito acordaria a vizinhança inteira. É assim que tenho me [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mplitteraty.wordpress.com&amp;blog=811982&amp;post=413&amp;subd=mplitteraty&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lá na década de 80, Renato Russo já esbravejava a frase: “E há tempos nem os santos tem ao certo a medida da maldade” e na música ainda dizia que se a voz de uma determinada pessoa tivesse força igual a imensa dor sentida, o grito acordaria a vizinhança inteira.</p>
<p>É assim que tenho me sentido ultimamente&#8230; Me parece, que o ser humano em sua essência é ruim e que só uma pequena porcentagem da humanidade cultiva sentimentos positivos, ou infelizmente, as tragédias ocupam mais espaço no cotidiano, enquanto os bons exemplos passam desapercebidos.</p>
<p>Vejo pessoas mentindo, enganando, traindo para obter algum benefício. Indivíduos que criam perfis e e-mails falsos em redes sociais para ofender e agredir conhecidos e desconhecidos, com o intuito de se divertir ou apenas prejudicar e ferir os outros. Colegas de trabalho que se mostram simpáticos e solícitos, enquanto bolam planos ardilosos para tirar de seu caminho quem lhes parece oferecer algum tipo de ameaça, mesmo que imaginária.</p>
<p><span id="more-413"></span></p>
<p>Políticos dão declarações homofóbicas e racistas em rede nacional, dizem se lixar para a opinião pública, desviam dinheiro descaradamente, fraudam licitações, se comportam como escória, enquanto deveriam se preocupar com o bem estar da população e ainda recebem votos nas eleições seguintes. Dinheiro e interesses escusos falam mais alto do que o bem comum.</p>
<p>Nos últimos dias, um desequilibrado invadiu uma escola e matou mais de 10 crianças, um atirador saiu enfurecido com seu carro, disparando contra desconhecidos em uma grande cidade e no centro da nossa capital, um vendedor de guarda-chuvas matou um colega com um golpe de guarda-chuva no rosto. Além, de professores mortos por alunos, alunos agredidos por professores e muitos outros crimes cometidos por pessoas que deveriam zelar pela vítima.</p>
<p>Desculpem-me se estou sendo trágica e até meio dramática no texto, mas é que estou perdendo a fé na humanidade&#8230;</p>
<p>Sempre vi meus pais defendendo seus ideais e princípios. Eles me ensinaram a pensar no coletivo, no que realmente importa. Cresci idealista e utópica, acreditando que na vida adulta seria capaz de mudar o mundo com meu pensamento e minhas atitudes. Hoje, me confronto com a realidade. Os valores estão invertidos, a consciência já não mais existe e nem a propaganda da Coca Cola dizendo que os bons são a maioria consegue me animar.</p>
<p>Pode ser que eu esteja passando por uma curta crise existencial, também pode ser TPM ou inferno astral antecipado, pode ser o excesso de chuva dos últimos dias e a proximidade do inverno (período que nunca favoreceu meu otimismo e bom humor). Independente do porquê do meu desânimo com o mundo, o fato é que ele e quem o habita estão doentes.</p>
<p>Falo isso, porque a minha descrença se relaciona também ao futuro da nossa espécie. Somos os únicos seres vivos que destroem o seu habitat, com a justificativa de que tudo é em prol do progresso e da evolução econômica e industrial. Na minha humilde opinião, a mola de tudo é isso é bem mais simples e cruel, trata-se de dinheiro, poder e satisfação individual.</p>
<p>Mesmo diante de tamanha frustração, ainda tenho esperança de que em breve consiga ver as coisas por outro prisma. Que a sensação de que o mundo está sendo tomado por sociopatas desapareça e que de repente, eu perceba que não estou só. Talvez eu tenha provas de que somos muitos, que estamos apenas desagrupados e que juntos podemos transformar algumas coisas e tornar a vida mais agradável e menos difícil para muita gente. Como me disse um querido amigo esta semana: “um louco só não modifica nada, mas meia dúzia&#8230; já conseguem fazem bastante barulho”.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mplitteraty.wordpress.com/413/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mplitteraty.wordpress.com/413/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mplitteraty.wordpress.com/413/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mplitteraty.wordpress.com/413/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mplitteraty.wordpress.com/413/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mplitteraty.wordpress.com/413/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mplitteraty.wordpress.com/413/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mplitteraty.wordpress.com/413/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mplitteraty.wordpress.com/413/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mplitteraty.wordpress.com/413/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mplitteraty.wordpress.com/413/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mplitteraty.wordpress.com/413/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mplitteraty.wordpress.com/413/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mplitteraty.wordpress.com/413/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mplitteraty.wordpress.com&amp;blog=811982&amp;post=413&amp;subd=mplitteraty&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Música Popular Brasileira???</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Mar 2011 20:18:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mplitteraty</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Incentivo]]></category>
		<category><![CDATA[MPB]]></category>

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		<description><![CDATA[Há muito tempo tento entender o real significado de “Música Popular Brasileira”. Cresci ouvindo dizer que Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Gal Costa e outros daquela e geração e estilo eram ícones da MPB. Com o passar dos anos, novos nomes surgiram, como Vanessa da Matta, Seu Jorge e mais recentemente, Maria Gadú. Particularmente, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mplitteraty.wordpress.com&amp;blog=811982&amp;post=410&amp;subd=mplitteraty&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há muito tempo tento entender o real significado de “Música Popular Brasileira”. Cresci ouvindo dizer que Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Gal Costa e outros daquela e geração e estilo eram ícones da MPB. Com o passar dos anos, novos nomes surgiram, como Vanessa da Matta, Seu Jorge e mais recentemente, Maria Gadú.<br />
Particularmente, gosto muito destes cantores, coleciono CDs e DVDs dos artistas e assisti a alguns shows – digo alguns, porque infelizmente, meu salário não permite que eu vá a todas as apresentações musicais que eu gostaria. O impedimento não quer dizer que meu salário seja baixo demais, o problema mesmo é o valor dos ingressos, inacessíveis para a 80% ou mais da população brasileira.</p>
<p><span id="more-410"></span><br />
É claro que uma vez ou outra, fazemos loucuras para ver de perto um ídolo. Eu fiz há um ano, no dia 16 de março de 2010. Paguei R$ 150,00 pelo ingresso e enfrentei mais de 12 horas de fila para estar presente, no show histórico do Guns In Roses em Porto Alegre. O gasto total foi bem maior, porque incluiu deslocamento, alimentação e água mineral (vendida a R$ 8,00 a garrafinha, pelos ambulantes). Valeu cada centavo investido e cada segundo de espera. Foi a realização de um sonho adolescente, vi no palco Axl Rose e Sebastian Bach (ex-vocalista &#8211; do Skid Row) juntos, sacudindo freneticamente as cabeleiras, como faziam na década de 90 e enlouquecendo as fãs com seus agudos inconfundíveis e inimitáveis.<br />
O que um show de Rock tem a ver com MPB? A simples comparação de valores. Os ingressos do show em questão chegavam até R$ 280,00 – na Pista Premium, onde era possível ver as gotas de suor no rosto do Axl. Caro? Sim! Mas estamos falando de um evento esperado há quase duas décadas. O mesmo pode-se dizer sobre o show do ex-Beatle Paul MacCarteney, com ingressos ainda mais caros. Todavia, estamos falando de pop stars, lendas vivas da música mundial, seres humanos que levaram e ainda levam multidões ao delírio, que lotam estádios e que são idolatrados por gerações.<br />
O Cantor Djavan fará em show na capital no próximo dia 24, os ingressos custam de R$ 90,00 a R$ 160,00. O que podemos considerar uma bagatela, se levarmos em conta os valores cobrados para o show de Ney Matogrosso, nos dias 01 e 02 de abril, que se igualam aos shows internacionais. <br />
Este valor pode ser considerado popular???<br />
Música Popular, para mim, é aquela que pode ser usufruída por todos, democrática e com a cara do Brasil. Temos cantores maravilhosos, porém a grande massa não tem acesso à considerada boa música, principalmente, pelo custo tanto dos shows como dos CDs e DVDs.<br />
Para causar mais uma reflexão, comento a notícia que nesta semana, revoltou internautas, artistas e músicos independentes, que defendem a democratização da cultura. A cantora Maria Bethânia conseguiu autorização do Ministério da Cultura para captar R$ 1,3 milhão e criar um blog. A ideia é que o site &#8220;O Mundo Precisa de Poesia&#8221; traga diariamente um vídeo da cantora interpretando grandes obras.<br />
É aquela velha história de “dois pesos, duas medidas”. Por que Maria Bethânia pode captar mais de um milhão em patrocínios, enquanto outros artistas enfrentam dificuldade de negociação com o Minc, tendo projetos com orçamento inferior a 10% do valor solicitado pela irmã de Caetano Veloso? Será que a explicação está no fato de a ministra da Cultura ser Ana de Hollanda, irmã de Chico Buarque?</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mplitteraty.wordpress.com/410/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mplitteraty.wordpress.com/410/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mplitteraty.wordpress.com/410/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mplitteraty.wordpress.com/410/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mplitteraty.wordpress.com/410/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mplitteraty.wordpress.com/410/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mplitteraty.wordpress.com/410/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mplitteraty.wordpress.com/410/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mplitteraty.wordpress.com/410/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mplitteraty.wordpress.com/410/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mplitteraty.wordpress.com/410/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mplitteraty.wordpress.com/410/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mplitteraty.wordpress.com/410/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mplitteraty.wordpress.com/410/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mplitteraty.wordpress.com&amp;blog=811982&amp;post=410&amp;subd=mplitteraty&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A difícil arte de se relacionar</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Feb 2011 19:14:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mplitteraty</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Ralacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[﻿﻿﻿﻿Conversando com um amigo sobre a dificuldade de nos relacionarmos com outras pessoas (principalmente no âmbito amoroso), ouvi que a dificuldade existia por se tratar de duas pessoas diferentes, com personalidades, criações, valores e costumes diferentes.  Achei o argumento coerente. No entanto, depois de alguns meses, cheguei à outra conclusão&#8230; O que mais interfere em [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mplitteraty.wordpress.com&amp;blog=811982&amp;post=406&amp;subd=mplitteraty&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>﻿﻿﻿﻿Conversando com um amigo sobre a dificuldade de nos relacionarmos com outras pessoas (principalmente no âmbito amoroso), ouvi que a dificuldade existia por se tratar de duas pessoas diferentes, com personalidades, criações, valores e costumes diferentes.  Achei o argumento coerente. No entanto, depois de alguns meses, cheguei à outra conclusão&#8230;<br />
O que mais interfere em um relacionamento é o passado de cada um dos indivíduos. Afinal de contas, passado todo mundo tem e depois dos 30 anos, o histórico de cada pessoa traz consigo uma carga imensa de frustrações, desilusões e más recordações.<br />
Alguns são atormentados por fantasmas de relacionamentos findados e mal resolvidos. Outros trazem marcas e cicatrizes tão profundas que os impedem de se deixar amar novamente. Autodefesa? Autopreservação? Mesmo não restando amor algum pela pessoa que deixamos ou que nos deixou, o tempo que ficamos com este alguém e a intensidade da mágoa e do sofrimento gerados no momento da separação causa o isolamento. O que muitas vezes não passa pela cabeça da criatura é que o outro também pode carregar nas costas um peso enorme.</p>
<p><span id="more-406"></span><br />
Vejamos um exemplo (qualquer semelhança é mera coincidência). Uma mulher balzaquiana, enfrenta uma separação difícil e traumática,  além dos prejuízos financeiros (trazidos pelo novo código civil, no que diz respeito às uniões estáveis), precisou lidar com o fim de toda uma expectativa. Acreditava que a esta altura da vida teria um casamento feliz, estabilidade financeira, casa, carro, filhos e quem sabe um cachorro. Depois da deterioração de seu relacionamento, sobrou apenas o cachorro que se transformou na companhia mais fiel.<br />
Depois de algum tempo, mesmo não querendo envolvimento amoroso algum, ela  conhece alguém de forma agradável e casual. Forças do destino conspiram e acabam aproximando os dois. A cada encontro, a descoberta de coisas em comum. Os telefonemas entre os dois se tornaram frequentes, a saudade quando estão longe um do outro insuportável e os fins de semana juntos começam a ser comuns. Tudo estaria perfeito se ela não insistisse em colocar barreiras no relacionamento, sempre de forma taxativa sobre o ”não” envolvimento dos dois.<br />
Ela teme sofrer novamente, não quer de forma alguma sentir de novo aquela angústia, aquela dor no peito e a terrível dificuldade para respirar que sentiu no dia em que seu “namorido” saiu de casa. Então, sempre que se sente insegura sobre o que este novo homem sente por ela, cria situação que podem ser estopins para um rompimento. Se ele for embora, ela de certa forma, se sentirá aliviada, porque ele fará o esperado. Ela está assim, apenas adiantando os acontecimentos.<br />
O que ela não faz ideia e que ele possui uma carga de frustrações e traumas até maiores do que a dela. Ele apenas já passou por esta fase e sabe que muitas oportunidades de ser feliz são perdidas pelo medo de se arriscar. Agora, resta saber por quanto tempo ele suportará a resistência dela e o medo de estar novamente investido em algo que parece ser importante apenas para ele. Pois, ele também não sabe do passado dela&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mplitteraty.wordpress.com/406/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mplitteraty.wordpress.com/406/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mplitteraty.wordpress.com/406/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mplitteraty.wordpress.com/406/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mplitteraty.wordpress.com/406/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mplitteraty.wordpress.com/406/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mplitteraty.wordpress.com/406/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mplitteraty.wordpress.com/406/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mplitteraty.wordpress.com/406/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mplitteraty.wordpress.com/406/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mplitteraty.wordpress.com/406/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mplitteraty.wordpress.com/406/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mplitteraty.wordpress.com/406/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mplitteraty.wordpress.com/406/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mplitteraty.wordpress.com&amp;blog=811982&amp;post=406&amp;subd=mplitteraty&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Abismo Social</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Jan 2011 15:20:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mplitteraty</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Desigualdade Social]]></category>
		<category><![CDATA[Equipação Social]]></category>
		<category><![CDATA[Salário Mínimo]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de cinco anos trabalhando como assessora de imprensa, voltei para uma redação e isso me deixa muito feliz. No entanto, alguns fatos me fazem repensar toda a minha vida profissional. Enquanto fechava a edição 409, do Jornal /sentinela, que circulou no último sábado (08/12), senti uma revolta tremenda. Estava selecionando as matérias que entrariam no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mplitteraty.wordpress.com&amp;blog=811982&amp;post=400&amp;subd=mplitteraty&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de cinco anos trabalhando como assessora de imprensa, voltei para uma redação e isso me deixa muito feliz. No entanto, alguns fatos me fazem repensar toda a minha vida profissional. Enquanto fechava a edição 409, do Jornal /sentinela, que circulou no último sábado (08/12), senti uma revolta tremenda. Estava selecionando as matérias que entrariam no jornal e dei de cara com um texto, dizendo que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, assegurou que o governo vetaria qualquer valor acima de 540 reais para o salário mínimo, porque algo acima disso poderia ajudar a colocar em risco o equilíbrio das contas públicas.<br />
Até agora, não sei se acho graça da situação (melhor rir do que chorar), se sinto raiva ou simplesmente decido abstrair e fingir demência para evitar que a minha gastrite se transforme em úlcera.</p>
<p><span id="more-400"></span><br />
Um salário mínimo com mais de R$ 540,00 (reajuste inferior a 6%) coloca em risco as contas públicas. Agora reajustes de mais de 60%, que elevaram o salário de deputados, senadores e ministros para a quantia “irrisória” de mais de 26 mil reais por mês, cada um, é totalmente possível de ser absorvido pelos cofres da União.<br />
Não consigo entender qual é a lógica usada pelos poderosos para decidir o futuro da população. O bem comum é deixado de lado sempre. O que mais me revolta é que são eles (os que deveriam zelar pelo povo), os que menos se preocupam ou se importam com os menos abastados.<br />
Há cerca de dois anos, os telejornais regionais noticiaram por semanas, exaustivamente, a greve dos Defensores Públicos do Estado – aqueles que são contratados pelo Governo Estadual, para defender quem não tem condições de pagar pelos serviços de um advogado – Então, por quase dois meses, a população necessitada ficou sem ter quem a defendesse. Motivo da greve: melhores salários. Salário de inicial um defensor público na época: mais de R$ 12.500,00. Podendo chegar próximo dos 20 mil para os defensores da classe final, com mais de 20 anos de serviços prestados.<br />
Hoje, a categoria ganha um salário 33% maior do que em 2008. No entanto, o salário mínimo, base de cálculo da população assistida pela Defensoria Pública teve, no mesmo período, reajuste ínfimos.<br />
Na minha forma utópica de ver as coisas, o correto seria que os defensores, deputados, senadores, ministros e todos os poderes se unissem, em prol dos interessem dos assistidos. Por que não promover uma mobilização ou uma greve, com o objetivo de salários dignos para toda a população??? Mas eles não podem fazer isso, porque um reajuste descente para os trabalhadores colocará em risco as finanças do país e isso impede que os cargos de alto escalão tenham aumento.<br />
Em momentos como este, sinto vergonha de viver no país que eu vivo, vergonha de acreditar muitas vezes que a sociedade pode ser justa e também de ter escolhido uma profissão que me obriga a divulgar coisas tão revoltantes.</p>
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		<title>Aborto: muitas dúvidas e uma certeza</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Aug 2010 19:58:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mplitteraty</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Abordo]]></category>
		<category><![CDATA[Crime]]></category>
		<category><![CDATA[Legalização]]></category>
		<category><![CDATA[Preservativo]]></category>

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		<description><![CDATA[Muito se fala em aborto, atualmente. As opiniões se dividem, entre aqueles que são fervorosamente contra, alegando que um aborto nada mais é do que o assassinato de bebês, os que levantam a bandeira de que este é um direito de cada mulher sobre o seu corpo e aqueles que como eu, vêem a situação [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mplitteraty.wordpress.com&amp;blog=811982&amp;post=394&amp;subd=mplitteraty&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito se fala em aborto, atualmente. As opiniões se dividem, entre aqueles que são fervorosamente contra, alegando que um aborto nada mais é do que o assassinato de bebês, os que levantam a bandeira de que este é um direito de cada mulher sobre o seu corpo e aqueles que como eu, vêem a situação de forma menos radical, nos dois ângulos.</p>
<p>Dizer que as mulheres que se sujeitam a passar por um aborto são assassinas é uma atitude intolerante e policialesca. Porém, alegar que as campanhas contra aborto são articuladas por setores conservadores da sociedade, com o intuito de retroceder nos “poucos avanços” que as mulheres conquistaram na área dos direitos reprodutivos é errônea e absurda.</p>
<p>Eu não pretendo tomar partido no assunto e também não vou levantar bandeira de pró ou de contra, apenas vou convidar a todos para uma reflexão bem simples.</p>
<p><span id="more-394"></span><br />
Grande parte dos debates sobre o aborto começou em decorrência de uma reportagem exibida pelo programa Fantástico, da Rede Globo, no último domingo (01/08). Nesta semana, um site intitulado Marcha Mundial das Mulheres publicou um texto polêmico e para mim, equivocado sobre a reportagem em questão. Nele, o autor(a) acusa a reportagem de criminalizar as mulheres pobres, “foram expostas as mulheres pobres e as clínicas que atendem mulheres pobres”.</p>
<p>Em nenhum momento as mulheres que estavam na clínica foram expostas, nenhuma identidade foi divulgada e os únicos rostos mostrados foram dos “profissionais” que atendem nas clínicas clandestinas. Posso estar errada na minha avaliação, mas a reportagem não “criminalizou” as mulheres que se submetem ao aborto e sim, os locais que fazem este tipo de intervenção cirúrgica, sem os recursos necessários e muitas vezes, sem o mínimo de segurança para a então paciente.</p>
<p>Segundo o texto, as mulheres pobres são empurradas à prática de aborto por um aumento da repressão e ainda acusa a sociedade de impedir que estas mulheres tenham direito sobre seus corpos e suas vidas.</p>
<p>Não são somente as mulheres pobres que recorrem ao aborto, mulheres de todas as classes sociais se arriscam para evitar uma gravidez indesejada, que poderia ter sido evitada, se a gestante usasse os métodos anti-contraceptivos disponíveis. Muitas vezes, esta distribuição é feita de forma gratuita nos postos de saúdes das comunidades carentes.</p>
<p>Os locais mostrados na reportagem cobram em média R$ 1.200,00 (mil e duzentos reais) para realizar um aborto. Este valor é bem alto para mulheres classificadas como pobres. Além disso, a prática de aborto pode causar danos físicos e psicológicos. Então, não é bem mais fácil e inteligente tomar precauções e usar métodos anti-contraceptivos. Em especial o preservativo, que além de impedir uma gravidez indesejada, previne o contágio por doenças sexualmente transmissíveis.</p>
<p>Me contive enquanto redigia todo o texto, mas algumas alegações me revoltam e me obrigam a ser um pouco mais ácida&#8230; “O aborto clandestino mata, humilha e pune as mulheres que ousam decidir por suas vidas.”</p>
<p>Faça-me o favor!!! Mulheres que ousam decidir sobre suas vidas???</p>
<p>Quando se faz um aborto, não se está decidindo apenas sobre a sua vida e sim sobre a vida de mais alguém. Se eu não quero ter um filho agora ou eu não posso ter um filho agora, existe uma solução simples e que tornaria todo este debate vão: Uso de preservativo!!! Esta deveria ser a frase de ordem e não “Legalize do aborto!”.</p>
<p>A pauta agora é o número de mulheres que morre ou tem complicações decorrentes de abortos mal feitos. Este é um bom tema para os órgãos que tratam de saúde pública. Todavia, existem outros números tão ou mais preocupantes. Se os números seguirem a tendência da última década, em 2010 mais de 10 mil brasileiros vão morrer por causa da Aids. Muitos deles, nem sabem que estão contaminados.</p>
<p>Se a mulher “que ousa decidir sobre a sua vida” não usa nenhum método anti-contraceptivo e também faz sexo sem preservativo, corre o risco, na melhor das alternativas, de engravidar. É a conclusão é tão óbvia como a conta de 2 + 2 que ensinam na escola. A questão central há muito tempo deixou de ser o aborto e passou a ser a conscientização.</p>
<p>Infelizmente, vivemos em um país onde saúde pública, conscientização e prevenção andam em direções opostas. Se o aborto for legalizado hoje, ou na próxima década, será usado não só por mulheres pobres, como método anti-contraceptivo. Alguém dúvida??? Para mim não, está é a minha única certeza em relação à legalização do abordo aqui.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mplitteraty.wordpress.com/394/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mplitteraty.wordpress.com/394/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mplitteraty.wordpress.com/394/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mplitteraty.wordpress.com/394/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mplitteraty.wordpress.com/394/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mplitteraty.wordpress.com/394/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mplitteraty.wordpress.com/394/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mplitteraty.wordpress.com/394/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mplitteraty.wordpress.com/394/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mplitteraty.wordpress.com/394/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mplitteraty.wordpress.com/394/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mplitteraty.wordpress.com/394/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mplitteraty.wordpress.com/394/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mplitteraty.wordpress.com/394/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mplitteraty.wordpress.com&amp;blog=811982&amp;post=394&amp;subd=mplitteraty&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Táxi!?!?!?</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 22:39:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mplitteraty</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Desrespeito]]></category>
		<category><![CDATA[Porto Alegre]]></category>
		<category><![CDATA[Táxi]]></category>

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		<description><![CDATA[Em todo o mundo, os táxis são usados para se percorrer distâncias grandes ou pequenas, dependendo da necessidade dos passageiros, que podem estar atrasados para algum compromisso, carregados com bagagem ou simplesmente cansados. Todos sabem que o taxista é um prestador de serviços e o passageiro, um cliente que deve ser tratado com educação e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mplitteraty.wordpress.com&amp;blog=811982&amp;post=186&amp;subd=mplitteraty&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em todo o mundo, os táxis são usados para se percorrer distâncias grandes ou pequenas, dependendo da necessidade dos passageiros, que podem estar atrasados para algum compromisso, carregados com bagagem ou simplesmente cansados. Todos sabem que o taxista é um prestador de serviços e o passageiro, um cliente que deve ser tratado com educação e respeito. Pelo menos todos deveriam saber, inclusive os taxistas.</p>
<p>Infelizmente, em Porto Alegre, parece que alguns profissionais não sabem disso&#8230;</p>
<p><span id="more-186"></span></p>
<p>No mês passado, fui convidada para uma festa em uma famosa casa de shows na Cidade Baixa, por amigos e ex-colegas de faculdade que se formam no fim do semestre.</p>
<p>Tenho 31 anos e não dirijo. Não tenho carteira de habilitação e não me esforço para ter, porque simplesmente não gosto de dirigir. Além disso, desde que a Lei Seca foi implantada no país, em junho 2008, Governo e entidades ligadas ao trânsito incentivam e estimulam o uso dos táxis para ir e vir de festas e eventos em que, provavelmente, bebidas alcoólicas sejam ingeridas.</p>
<p>Não moro em Porto Alegre e por isso fiquei hospedada na casa de uma amiga, no mesmo bairro da casa de shows. Saímos por volta de 22h30min, pegamos um táxi em frente ao apartamento dela, que nos deixou na portaria de festa. Pagamos R$ 7,00 para percorrer o equivalente a cinco ou seis quadras.</p>
<p>Festas geralmente acabam de madrugada e para quem mora em cidades como Porto Alegre, é sabido que andar a pé depois das quatro horas da manhã é arriscado, mesmo que a distância a se percorrer seja relativamente pequena, como cinco ou seis quadras&#8230; Sem contar os fatores como cansaço e dor nos pés, porque mulheres vão às festas de salto alto. Depois de quatro horas dançando, caminhar até por uma quadra é algo totalmente impensável.</p>
<p>Então, nos dirigimos a imensa fila de táxis que se aglomeravam em frente à casa de shows. Entramos no carro e quando a minha amiga foi fechar a porta, resmungou alguma coisa fazendo cara de nojo. Motivo: o passageiro anterior havia deixado uma casca de banana no puxador da porta. O taxista muito simpático e solícito desceu do carro retirou a casca de banana da porta e até conseguiu um pano para que ela limpasse as mãos. Prestação de serviço excelente! Até informarmos o endereço de destino.</p>
<p>No mesmo instante, a simpatia desapareceu e o taxista educado se transformou em um boçal. Ele nos xingou, nos ofendeu e praticamente nos expulsou do táxi. Disse que não era palhaço para ser tirado do primeiro lugar da fila por uma corridinha de “merda”. “Por que vocês não vão a pé??? Nenhum taxista vai levar vocês ali na Lima e Silva”, disse enquanto nos obrigava a sair do táxi.</p>
<p>Eu achei que aquele incidente fosse um fato isolado, que aquele taxista mal educado fosse uma exceção. Ledo engano, o segundo taxistas agiu da mesma forma grosseira. Para evitar sermos xingadas novamente, começamos a perguntar para os taxistas se algum deles se importava em nos levar no endereço desejado. Fizemos a pergunta para mais de cinco deles e todos disseram que se importavam e a maioria deles respondia de forma agressiva ou irônica, como “Bah, minha filha, por uma corridinha dessas não vale a pena nem arrancar o carro” ou “Ah, vocês tão loucas, né? Sair daqui pra ir ali na Lima Silva, bem capaz”. Acredito que este comportamento seja comum entre eles, porque depois de falarmos com dois motoristas e eles simplesmente arrancarem o carro, seguindo a fila que estava andando, os outros quase passaram por cima de nós, sem parar.</p>
<p>Depois de vários minutos naquela situação constrangedora, um dos taxistas pareceu mais educado, parou e nos disse para falarmos com o motorista do último carro que estivesse na fila, que ele provavelmente aceitaria fazer a corrida, já que demoraria para chegar na portaria da festa. Fizemos isso e como já não havia muitas pessoas transitando naquele ponto da quadra, entramos no táxi rapidamente, o homem (um senhor) foi até gentil. Falamos o endereço e adivinhem o que aconteceu??? O velho só faltou nos bater, também nos xingou e nos fez sair do táxi.</p>
<p>Não ficamos a pé, numa rua escura, porque três meninos, com idades entre 18 e 19 estavam na esquina conversando, encostados em um Chevette e nos viram saindo do carro, minha amiga revidando os xingamentos do taxista e eu chorando porque não agüentava mais aquela situação. Perguntaram se precisávamos de ajuda, contamos o que aconteceu e eles nos deram uma carona.</p>
<p>Se não fossem esses meninos, que não aceitaram receber o valor equivalente a uma corrida de táxi, como pagamento, com argumento de que só queriam ajudar, teríamos caminhado, sozinhas, mais de seis quadras, no meio da madrugada.</p>
<p>Cheguei ao apartamento da minha amiga e não consegui dormir, tamanha era a raiva que sentia&#8230; Pode ser que a situação para muitos seja normal, mas para mim não é. Não acho normal que pessoas sejam destratadas e ofendidas, quando só querem ir para casa. Muitas perguntas martelaram na minha cabeça a noite toda&#8230;</p>
<p>* Quantas pessoas devem ter passado pela mesma situação naquela mesma noite em diferentes pontos da cidade?</p>
<p>* Quantas pessoas podem ter sido assaltadas por causa deste comportamento mesquinho dos taxistas?</p>
<p>* E se os meninos que nos deram carona estivessem mal intencionados?</p>
<p>* Que culpa tem a minha amiga por morar relativamente perto dos locais onde acontecem as festas?</p>
<p>* Quem mora perto (menos de 10 quadras, na opinião dos taxistas) não pode andar de táxi, tem que andar a pé, porque eles só transportam passageiros que moram em outros bairros?</p>
<p>Todas estas perguntas ficaram sem resposta e só o que cresceu em mim desde aquele dia, foi a indignação e o sentimento de impotência. Por isso, resolvi escrever, se não servir para mudar alguma coisa, pelo menos consegui desabafar e com certeza, outras pessoas vão se identificar com o meu relato.</p>
<p>O mais engraçado é que frequentemente, os taxistas da capital se reúnem e fazem manifestações, contra a violência que sofrem, como assaltos, assassinatos e agressões. Acho a reivindicação muita justa! Só acho que a questão deveria ter o mesmo peso e a mesma medida para todos. Reclamam e exigem segurança para eles e a segurança dos passageiros onde está???</p>
<p>Será que nenhum daqueles motoristas é capaz de ser responsável e educado. Não chego a dizer solidário, porque não estariam prestando favor algum e sim trabalhando. Também não falo em cavalheirismo, porque isso é cada vez mais raro, no mundo inteiro.</p>
<p>Será que nenhum deles pensou nas próprias famílias? E se fosse a namorada, a mulher, a filha ou a irmã de algum deles, na mesma situação? Com certeza, eles ficariam bem contentes, quando uma delas conseguisse chegar em casa, se não fosse assaltada ou atacada pelo caminho e contasse o que aconteceu, que ficou dependendo da boa vontade e da solidariedade de estranhos, porque os prestadores de serviço, que cobram um valor considerável para levar as pessoas em segurança até suas casas, inclusive à noite, simplesmente se recusaram a fazer o seu trabalho, por visarem o maior lucro.</p>
<p>Imaginem que maravilha seria viver em uma cidade em que os taxistas só fazem corridas longas, rentáveis e se recusam a transportar passageiros em distâncias pequenas. Estamos bem perto de viver essa realidade, pelos menos em Porto Alegre, na saída das festas – momento em que a maioria das campanhas nos diz que o correto é pegar um táxi, por causa de ingestão de bebidas alcoólicas &#8211; esta tem sido a situação que se apresenta.</p>
<p>Depois deste fim de semana, se eu tivesse habilitação, usaria o meu carro, dependendo da ocasião, mesmo depois de beber. Por que se não posso contar com o serviço de táxi, como posso ir à uma festa se não sei como voltarei pra casa? Esta dúvida deveria me afligir se a festa em questão fosse do outro lado da cidade, mas não, quanto mais próxima a festa for da minha casa, maior a aflição, maior o risco de eu ser ofendida, xingada e expulsa do táxi.</p>
<p>Talvez os órgãos responsáveis pela segurança no trânsito deveriam avaliar o comportamento dos prestadores de serviço. Pode ser que este seja um dos motivos pelos quais a Lei Seca não tenha mais sido respeitada no Estado, como foi há dois anos.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mplitteraty.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mplitteraty.wordpress.com/186/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mplitteraty.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mplitteraty.wordpress.com/186/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mplitteraty.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mplitteraty.wordpress.com/186/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mplitteraty.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mplitteraty.wordpress.com/186/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mplitteraty.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mplitteraty.wordpress.com/186/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mplitteraty.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mplitteraty.wordpress.com/186/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mplitteraty.wordpress.com/186/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mplitteraty.wordpress.com/186/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mplitteraty.wordpress.com&amp;blog=811982&amp;post=186&amp;subd=mplitteraty&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Eu acho até graça&#8230;</title>
		<link>http://mplitteraty.wordpress.com/2009/08/14/eu-acho-ate-graca/</link>
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		<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 20:40:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mplitteraty</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo pequeno artigo, escrito pela também jornalista Ana Amélia Lemos, uma pesquisa feita em 2007, pelo cientista político Ricardo Caldas, da UnB, revelou que instituições cujos membros não são eleitos (Forças Armadas, Ministério Público e Bombeiros) gozam de excelente avaliação dos Brasileiros. Ao contrário do que acontece com o parlamento e a política de maneira [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mplitteraty.wordpress.com&amp;blog=811982&amp;post=183&amp;subd=mplitteraty&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo pequeno artigo, escrito pela também jornalista Ana Amélia Lemos, uma pesquisa feita em 2007, pelo cientista político Ricardo Caldas, da UnB, revelou que instituições cujos membros não são eleitos (Forças Armadas, Ministério Público e Bombeiros) gozam de excelente avaliação dos Brasileiros. Ao contrário do que acontece com o parlamento e a política de maneira geral.</p>
<p>Se na avaliação do povo brasileiro, as instituições onde membros não são eleitos pelo povo, desempenham muito bem as suas funções. Ao contrário do que acontece no cenário político, será que parte da responsabilidade por todo este circo não é do próprio povo???</p>
<p><span id="more-183"></span></p>
<p>O que mais me preocupa é a falta de interesse que a maioria da população tem em relação à política. Só parece interessada quando a lama toma conta de todos os jornais e telejornais, por dias consecutivos.</p>
<p>Na verdade, quase todos continuam alienados. Mais de 50% dos brasileiros não lembra em quem votou na última eleição. Se não conseguem lembrar quem foi escolhido para representar o povo e para defender os seus interesses, de que maneira serão capazes de exigir responsabilidade e moralidade.</p>
<p>Eu me lembro exatamente em quem votei nas duas últimas eleições municipais, estaduais e federais. Infelizmente, grande parte dos meus candidatos, nas últimas eleições não foi eleita. O que particularmente me deixa aliviada. Vejo essa seqüência de escândalos e penso “Quem mandou votarem nele (a)?”</p>
<p>Se pessoas como os ex-presidentes da República José Sarney e Fernando Collor estão hoje no Senado, é porque o POVO BRASILEIRO os elegeu. Essa colocação vale para tantos outros políticos envolvidos em escândalos de corrupção, Yeda Crusius, Renan Calheiros e aqueles outros, de tempos atrás, envolvidos no Mensalão. Como Roberto Jefferson, por exemplo, que conseguiu convencer muita gente de que era honesto, porque denunciou o esquema obscuro que existia na época.</p>
<p>Meu Deus!!! Roberto Jefferson nunca foi honesto!!! Ele nunca quis moralizar coisa alguma. O único objetivo era salvar a própria pele.</p>
<p>O mesmo acontece hoje, no Senado. Todos os nobres senadores que estão querendo derrubar o Sarney, sabiam muito bem que tipo de negócios e acordos eram feitos por baixo dos panos. Assim como os seus defensores.</p>
<p>No início da década de 90, o mesmo Collor que defende o presidente do Senado, o chamava de ladrão e sem vergonha. É incrível como a opinião dos políticos muda de acordo com o vento.  Muda também, a opinião dos eleitores. Como já falei, os que estão no poder, foram colocados lá pelos mesmos eleitores que hoje cobram decência e boa conduta dos que ajudaram a eleger.</p>
<p>Tempos atrás, eu ainda sonhava com gente séria e decente ocupando cargos do governo, com eleitores engajados e politizados&#8230; Hoje, já encaro isso como uma utopia. Parece que quanto mais sujeira aparece e mais crimes são descobertos, menos a população se interessa em fazer o que é correto.</p>
<p>Quem sabe&#8230; Na próxima eleição, O POVO procure saber mais sobre o seu possível candidato e possa talvez, fazer melhores escolhas. Se bem que, escolher a melhor alternativa, quando só nos apresentam opções sem capacidade, sem caráter e sem moral, fica bem complicado&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mplitteraty.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mplitteraty.wordpress.com/183/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mplitteraty.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mplitteraty.wordpress.com/183/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mplitteraty.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mplitteraty.wordpress.com/183/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mplitteraty.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mplitteraty.wordpress.com/183/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mplitteraty.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mplitteraty.wordpress.com/183/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mplitteraty.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mplitteraty.wordpress.com/183/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mplitteraty.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mplitteraty.wordpress.com/183/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mplitteraty.wordpress.com&amp;blog=811982&amp;post=183&amp;subd=mplitteraty&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Amigos que resgatam nossas almas</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 14:03:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mplitteraty</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[amigos]]></category>
		<category><![CDATA[amizade]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[sentimento eterno]]></category>

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		<description><![CDATA[As pessoas mais ligadas a mim e que fazem parte do meu cotidiano sabem que os meus últimos meses foram complicados. Em um espaço muito curto de tempo, coisas maravilhosas e outras terríveis aconteceram. Tive grandes conquistas, grandes perdas e ultrapassei obstáculos. O turbilhão foi tão intenso que eu não tive tempo de comemorar as [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mplitteraty.wordpress.com&amp;blog=811982&amp;post=178&amp;subd=mplitteraty&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As pessoas mais ligadas a mim e que fazem parte do meu cotidiano sabem que os meus últimos meses foram complicados. Em um espaço muito curto de tempo, coisas maravilhosas e outras terríveis aconteceram. Tive grandes conquistas, grandes perdas e ultrapassei obstáculos. O turbilhão foi tão intenso que eu não tive tempo de comemorar as vitórias e também não me permiti chorar o necessário para amenizar as minhas dores.</p>
<p>Talvez tenha sido por tudo isso, que dias atrás, comecei a sentir um descontentamento gigantesco. Passei a não ter mais vontade de sair e de falar com as pessoas. Embora todos os dias, eu tivesse motivos para ficar alegre, para comemorar, só o que eu sentia era uma tristeza profunda e uma vontade imensa de ficar no meu quarto, sozinha, dormindo de preferência.</p>
<p>Chegou então, o Dia do Amigo&#8230;</p>
<p><span id="more-178"></span></p>
<p>Sempre mandei e-mails e mensagens para todos os meus amigos, nesta data. Porém, desta vez não. Na realidade, nem percebi que dia era. Me dei conta de que estavamos em 20 de julho, quando comecei a receber recados e mais recados desejando Feliz Dia do Amigo.</p>
<p>Amigos antigos, amigos recentes e até pessoas que não são tão amigas, ou melhor, que não são tão próximas a mim, lembraram da data e lembraram da Mônica. Isso me reconfortou, fez com que eu me sentisse amada, querida pelas pessoas que me cercam ou que simplesmente me conhecem, mesmo que seja pouco.</p>
<p>Os dias foram passando e aos poucos, eu voltei a ter vontade de viver e de ficar feliz&#8230;</p>
<p>“Deus é a vontade de estar feliz”, eu tinha me esquecido até da frase, que está tatuada na minha pele, há vários anos. Por mais piegas que ela possa parecer, é muito verdadeira. Pois, quando estamos felizes, nos aproximamos do que é divino.</p>
<p>O desejo de ser e de estar feliz é sublime, faz bem a alma. E esse desejo só veio à tona novamente, porque eu tenho amigos, amigos que eu amo e que me amam com toda a força de seus corações.</p>
<p>No fundo, eu sempre soube desse amor incondicional, mas como boa geminiana que eu sou, preciso de manifestações constantes de afeto e demonstrações explícitas de carinho, sempre. Como me afastei e me isolei um pouco dos meus amigos ultimamente, por motivos profissionais e acadêmicos, eles não tiveram oportunidade de reafirmar o que sentiam por mim.</p>
<p>Talvez, fosse essa reafirmação que eu precisava&#8230;</p>
<p>Em dois dias meu humor mudou radicalmente. A falta de alegria e de motivação que eu estava sentindo se transformou em vontade. Vontade de conviver com aqueles que me são queridos, vontade de viver todas as sensações possíveis, vontade de realizar todos os sonhos e desejos que ainda não realizei, vontade de reencontrar muita gente e expor novamente os meus sentimentos. Enfim, vontade de felicidade&#8230;</p>
<p>Me parece que os anjos disseram Amém. O universo com certeza conspirou a meu favor e fez com as minhas vontades fossem satisfeitas. Recebi telefonemas de amigos antigos e recentes, mas que vejo esporadicamente. Mesmo assim, quando nos encontramos, é como se o tempo não tivesse passado. A afinidade é a mesma, a cumplicidade é a mesma, a amizade é a mesma&#8230;</p>
<p>Voltei a me identificar com amigos que temia estar perdendo os laços. Recebi a visita de grandes amigas, que estiveram presentes nos melhores e nos piores momentos dos últimos anos. Mas que há muito não nos encontrávamos para simplesmente, falar de amenidades, como fizemos.</p>
<p>Compartilhei do sucesso de um eterno amigo. Infelizmente, não pude estar presente fisicamente e abraçá-lo da forma que eu gostaria, por incompatibilidade de horários. Mas ele sabe o quanto nossa amizade é importante e o quanto fico feliz com as conquistas dele.</p>
<p>Comemorei a paternidade de queridos amigos, de uma forma muito intensa e mágica. A madrugada passou rápido, enquanto esvaziamos garrafas de vinho, nos enchemos de lembranças, revelações, risos e algumas lágrimas. Tivemos a certeza de que a distância, o tempo e qualquer mal-entendido não separam corações irmãos.</p>
<p>Reencontrei o amigo que foi um anjo nos tempos de faculdade&#8230; O Abraço esperado por mais de um ano, trouxe uma alegria indescritível, que de tão grande não coube em nós, transbordou em lágrimas misturas ao riso. Conheci pessoas com quem me identifiquei imediatamente, que pareciam fazer parte da minha vida já há muito tempo. Que no primeiro abraço fizeram em me sentir em casa.</p>
<p>Enfim, descobri que as fortes e sinceras amizades podem estar em lugares que menos imaginamos e geralmente surgem, se renovam e se reafirmam nos momentos mais inesperados e surpreendes&#8230;</p>
<p>Eu não preciso citar nenhum nome, pois cada um vai saber exatamente a quem estou me referindo. Vai se identificar com o fato, com alguma palavra que usei para definir a amizade que temos. Meu desejo com este texto é agradecer a todos estes amigos maravilhosos que eu tenho e dizer que minha alma foi resgatada por eles.</p>
<p>Espero, sinceramente, retribuir a amizade que cada um me dedica, com a mesma compreensão, com o mesmo entusiasmo, com a mesma incondicionalidade e com o mesmo amor. Esse amor que nos une, que é denominado amizade, para mim, é o maior amor do mundo. Pois não depende de laços sanguíneos, de contratos, de relações físicas ou convenções. Simplesmente nos gostamos e fazemos bem uns aos outros.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mplitteraty.wordpress.com/178/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mplitteraty.wordpress.com/178/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mplitteraty.wordpress.com/178/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mplitteraty.wordpress.com/178/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mplitteraty.wordpress.com/178/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mplitteraty.wordpress.com/178/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mplitteraty.wordpress.com/178/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mplitteraty.wordpress.com/178/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mplitteraty.wordpress.com/178/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mplitteraty.wordpress.com/178/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mplitteraty.wordpress.com/178/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mplitteraty.wordpress.com/178/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mplitteraty.wordpress.com/178/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mplitteraty.wordpress.com/178/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mplitteraty.wordpress.com&amp;blog=811982&amp;post=178&amp;subd=mplitteraty&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>No meio do caminho tinha uma viatura, tinha uma viatura no meio do caminho</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Apr 2009 14:02:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mplitteraty</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Brigada Militar]]></category>
		<category><![CDATA[Passagem Gratuíta]]></category>
		<category><![CDATA[Rodoviária]]></category>

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		<description><![CDATA[A adaptação da conhecida frase de Drumond descreve bem a cena vista na Rodoviária de Porto Alegre, no fim da tarde do dia 15 de abril, quarta-feira, quando uma viatura (Fiat Doblo) da Brigada Militar atrapalhau o trânsito dos ônibus em frente aos boxes 01 e 02. O ônibus que estava estacionado no primeiro boxe [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mplitteraty.wordpress.com&amp;blog=811982&amp;post=175&amp;subd=mplitteraty&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A adaptação da conhecida frase de Drumond descreve bem a cena vista na Rodoviária de Porto Alegre, no fim da tarde do dia 15 de abril, quarta-feira, quando uma viatura (Fiat Doblo) da Brigada Militar atrapalhau o trânsito dos ônibus em frente aos boxes 01 e 02.</p>
<p>O ônibus que estava estacionado no primeiro boxe teve dificuldade para sair, pois o veículo da brigada, com três policias militares, estava parado em sua traseira. Quando o motorista deu réu para liberar a passagem do ônibus, trancou todo o tráfego próximo a rampa que dá acesso à saída da rodoviária.</p>
<p><span id="more-175"></span></p>
<p>A situação só melhorou quando funcionários de uma das empresas de transporte coletivo ajudaram a organizar o caos em que se transformou o fim daquela tarde. Para diminuir o transtorno, a viatura estacionou no boxe 02, impedindo logo em seguida, que o ônibus com destino a cidade de Taquari chegasse ao local de embarque dos passageiros.</p>
<p>Passados mais de 10 minutos de confusão, o motorista, também policial militar retirou a viatura do local, derrapando pneus e dando “buzinadinhas” com tom da camaradagem aos motoristas que novamente pararam de trafegar.</p>
<p>O fato cômico não teria me causado tanta estranheza e particularmente, um pouco de revolta, se o motivo para a desordem fosse de interesse público. Exatamente, os policias não estavam ali para servir e proteger. O objetivo da incursão à Rodoviária da Capital não foi efetuar uma prisão, conter algum distúrbio ou qualquer outra tarefa relacionada à Segurança Pública.</p>
<p>Eles aproveitaram a saída do veículo para um passeio no terminal rodoviário. Deixaram um colega pertinho do boxe em que ele iria embarcar para mais uma viagem gratuita. Isso mesmo, policial fardado não paga passagem de transporte coletivo.</p>
<p>Não tenho uma opinião formada sobre esta questão da isenção no transporte. Os policias em geral, ganham pouco no Brasil, isso é fato. Arriscam suas vidas para manter a Lei e a Ordem (alguns mais, outros menos, muito menos) e muitas vezes precisam se deslocar de uma cidade para a outra a serviço.</p>
<p>Acho as justificativas coerentes, mas eles são funcionários públicos, ou seja, possuem certos benefícios que a maioria da população não possui. Eu moro em uma cidade, trabalho em outra e estudo em uma terceira. Meu gasto mensal com transporte é grande e o governo não me dá isenção nenhuma. Da mesma forma que não dá subsídio algum em relação ao transporte, para a maioria dos trabalhadores.</p>
<p>Bom, mas isso é pauta para um outro texto, que provavelmente vai abordar a cachoeira de benefícios recebidos pelos políticos do país, sendo que todos eles são financiados pelo dinheiro público.</p>
<p>Voltemos ao caso da viatura&#8230; Além de desovar o colega viajante, os outros policias militares permaneceram no interior do veículo, atrapalhando o trânsito e testando a paciência de motoristas e passageiros, para esperar o outro “coleguinha”, que desembarcou da viatura e se dirigiu para o outro lado do terminal. Pela direção tomada por ele e o tempo de demora, o colega em questão devia estar comprando, ou melhor, emitindo gratuitamente no guichê de atendimento, seu bilhete de passagem.</p>
<p>Enquanto esperavam, todos os polícias dentro da viatura conversavam animadamente e riam muito. Sei disso, porque eu era uma das passageiras esperando que o ônibus com destino a Taquari conseguisse chegar ao boxe número 2. O carro da Brigada estava estacionado bem próximo de mim&#8230;</p>
<p>Quando os polícias foram embora, fiquei me perguntando se enquanto eles estavam ali descontraídos, utilizando um veículo de propriedade pública, alguém não estava precisando de auxílio, proteção ou socorro. Além disso, quem paga o combustível utilizado nas viaturas? O contribuinte.</p>
<p>A obrigação da polícia é prestar serviço aos contribuintes. Muitas vezes a população não recebe este serviço e esta proteção, porque “teoricamente” falta contingente. Se falta pessoal, os policias que estão de serviço “usando fardas”, deveriam estar trabalhando e não passeando pela cidade.</p>
<p>Porém&#8230; No meio do caminho tinha uma viatura, tinha uma viatura no meio do caminho&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mplitteraty.wordpress.com/175/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mplitteraty.wordpress.com/175/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mplitteraty.wordpress.com/175/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mplitteraty.wordpress.com/175/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mplitteraty.wordpress.com/175/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mplitteraty.wordpress.com/175/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mplitteraty.wordpress.com/175/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mplitteraty.wordpress.com/175/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mplitteraty.wordpress.com/175/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mplitteraty.wordpress.com/175/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mplitteraty.wordpress.com/175/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mplitteraty.wordpress.com/175/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mplitteraty.wordpress.com/175/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mplitteraty.wordpress.com/175/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mplitteraty.wordpress.com&amp;blog=811982&amp;post=175&amp;subd=mplitteraty&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Motorista Do Céu</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Sep 2008 18:19:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mplitteraty</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[   Era uma vez, um menino sardento chamado André&#8230;   Não sei como foi a sua infância e a sua adolescência, nos conhecemos já adultos. Mas acredito que o pequeno André não era muito diferente do cara engraçado e sorridente que encontrei num domingo à noite, depois de muitas cervejas&#8230; E que acabou se tornando [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mplitteraty.wordpress.com&amp;blog=811982&amp;post=57&amp;subd=mplitteraty&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">  </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Era uma vez, um menino sardento chamado André&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Não sei como foi a sua infância e a sua adolescência, nos conhecemos já adultos. Mas acredito que o pequeno André não era muito diferente do cara engraçado e sorridente que encontrei num domingo à noite, depois de muitas cervejas&#8230; E que acabou se tornando parceiro de festa, colega de escola de samba e amigo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">O menino cresceu, virou motorista de ônibus e sinônimo de alegria e diversão. </span></span><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Ele tinha muitos amigos, gostava de carnaval e para encontrá-lo nos fins de semana, era só procurar a festa mais movimentada. Era sempre o mais animado e muitas vezes o mais disputado&#8230; No entanto, mesmo cercado de “meninas”, sempre dava atenção a todos os amigos. Estava sempre circulando, dançando e cumprimentando todo mundo. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Tenho um amigo professor que mora em cidade de imigração alemã no interior do Estado. Conversando com esse amigo por telefone, em uma das nossas madrugadas solitárias, ele perguntou se eu conhecia algum André. Porque uma amiga muito querida dele estava namorando um cara da minha cidade com esse nome. Na hora, pensei no “menino sardento”. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Algum tempo depois, encontrei com o André em um dos ensaios da nossa escola de samba e lembrei de perguntar. Minha intuição estava certa, era ele mesmo o namorado na menina loira. Foi inevitável rir das coincidências e de como o mundo pode parecer pequeno&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Na realidade, eu gostaria de saber mais sobre ele, gostaria de ter encontrado com ele mais vezes, conversado mais e abraçado mais&#8230; Sempre que nos víamos, a reação dele era a mesma, abria um sorrisão e vinha caminhando de abraços abertos. E quando me abraçava dizia: “Tu é minha amigona do coração, eu gosto muito de ti, nunca esquece disso” e se despedia com a celebre frase: “A gente vai ser amigo pra sempre”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">O problema é que o pra sempre dele, foi menos do que esperávamos. Para nós, os amigos que ele fez no decorrer de três décadas de vida, o pra sempre deveria durar bem mais do que durou.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><span id="more-57"></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Há semanas nos perguntamos o porquê e tentamos encontrar respostas para o que aconteceu. No dia de nos despedirmos do “menino sardento”, muitas frases foram ditas, coisas como: “Deus quer pessoas boas lá em cima”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Já a minha mãe deu a explicação que mais me emocionou&#8230; </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Já leste o livro “Violetas na Janela”? Eu li há alguns anos e achei engraçado. Recomendo a leitura para quem quiser encarar a passagem para outro mundo de forma mais leve.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">A definição de Céu apresentada no livro é muito estranha e divertida. Quem está lá, vive como nós aqui&#8230; Trabalha, estuda, tem casa, vai ao teatro, se diverte&#8230; Tudo igual, só que em outro plano.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Então, para minha mãe, Deus estava precisando de um motorista para os circulares do céu. E esse motorista precisava ser um cara divertido, simpático e que fizesse todos se sentirem em casa. Por isso o André foi chamado. Para ser o mais novo motorista do Céu.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
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