A vida dentro das redes sociais

A internet faz parte da vida de todos e é praticamente impossível viver sem ela. No entanto, a ferramenta que tanto facilita o trabalho, os estudos e o lazer, também é um terreno fértil para quem não aceita e não tolera opiniões contrárias.

Não escrevo em minhas redes sociais com a ilusão de que todos irão concordar comigo. da mesma forma que não divulgo o que eu penso com a intenção de provocar aqueles que pensam diferente de mim. Escrevo sobre o que me interessa e me agrada para dividir e trocar… E para identificar na multidão outros que tenham a mesma visão de mundo.

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Ainda sobre a Greve Geral…

Quando um sujeito de classe média diz que greve é coisa de vagabundo, eu fico com vontade de sentar com ele numa pracinha, comprar um algodão doce, respirar fundo e falar:
“Sabe fulaninho esperto, há 100 anos atrás não existia classe média. Não existia você. Não existia autonomia. Não existia profissional liberal. Nem existia assalariado. Há 100 anos atrás, fulaninho, existia uma pequena elite difusa que se transformou em burguesia, herdeira secular de terras, privilégios, favores e negócios que remetem aos regimes monárquicos, seja no Brasil ou na Europa. Essa elite era dona de tudo: das terras, das fábricas, dos meios de produção. E tudo o que o povão tinha era fome, sede, frio, calor e força de trabalho pra vender por QUALQUER merreca que essa elite quisesse pagar.
Sabe fulaninho, esse povão trabalhador, durante décadas, foi explorado, torturado, privado de tudo, em nome do lucro de poucos. E durante décadas esse povão precisou se unir, e lutou, combateu, apanhou, foi preso…. Até ser ouvido para, pouco a pouco (bem lentamente mesmo), à duras penas, conquistar direitos trabalhistas que hoje regulam o que você faz.

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Desafio da Baleia Azul

Pensei muito antes de escrever, porque alguns já se referem a mim como a “chata mimizenta dos textões”… Porém, tenho visto tanta bobagem, boçalidade e preconceito em postagens e comentários sobre o assunto, que chego a ficar com pena… Não de quem sofre, de quem é vitima. Tenho pena é de quem não consegue perceber o quanto este problema é grave. Pena de quem não consegue se colocar no lugar do outro. Pena de quem tem uma visão tão limitada da vida e dos outros seres humanos.
Sem contar a incoerência! Vi a mesma pessoa postar uma mensagem linda, falando da importância dos pais estarem atentos, de se aproximarem dos filhos e de darem carinho a eles. Menos de duas horas depois, a mesma pessoa compartilhou a foto de uma Havaianas, com a frase “Esta é a Baleia Azul que os jovens de hoje estão precisando”. Juro que não consigo entender essa gente, o que se passa na cabeça de uma pessoa que consegue ter duas visões tão discrepantes sobre um mesmo assunto.
Outros compartilhamentos dizem que a proporção assustadora de pessoas participando desse jogo bizarro é falta de “laço”, falta de “colocar um trabalho no corpo”, não se dando conta de que os adolescentes que estão se mutilando e cometendo suicido sequer tem idade para ingressar no mercado de trabalho.

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Utilidade Pública!

Enviei esta mensagem agora há pouco em um dos grupos de WhatsApp que participo. Pensei em enviar para todos ou outros, mas alguns participantes já acham que sou a “chata mimizenta dos textões”. Por isso, resolvi portar aqui…
Já perdi a conta de quantas mentiras da internet recebi por aplicativo de mensagem só nestes primeiros meses de 2017. A lista abrange simples autorias equivocadas de texto ate´coisas bem mais sérias e preocupantes. Quem aqui não recebeu aquele de uma pessoa que diz ter lutado contra a ditadura, mas que se arrepende porque a democracia não deu certo, supostamente escrito por Miriam Leitão, Arnaldo Jabor, Sérgio Reis e até mesmo Sérgio Moro (que nem idade para ter lutado contra a ditadura tem)?

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E quatro anos se passaram…

O jornal O Triunfense continua sendo de minha propriedade, assim como era nos últimos meses de 2012, quando foi lançado. Infelizmente, enfrentei muitas dificuldades e tenho que lidar até hoje com a desconfiança de muitos, por causa de uma grande mentira, inventada por pessoas incompetentes, mesquinhas e pobres de espírito, que não sabem fazer nada sem apoio político ou negociatas escusas.
Perdi a conta de quantos supostos proprietários o jornal já teve… Entre eles, coordenadores de campanha eleitoral, candidatos a prefeito, vereadores e até jornalistas renomados como o Giovanni Grizotti. Por que é tão difícil aceitar que para algumas pessoas, realização profissional, bem comum, direito à informação e vontade de fazer o que é certo podem existir, sem serem apenas uma cortina de fumaça para ganhar dinheiro e levar vantagens?

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É preciso falar de Cuba, é preciso falar de Fidel

Estranho hoje, pensar em Cuba sem a presença de Fidel…
E para fechar 2016 que já vinha muito estranho, por ser o ano do golpe, do provável rebaixamento do Internacional, de ascensão da direita conservadora, de Donald Trump eleito presidente da maior potência mundial, morre o Fidel Castro.
Se o regime implantado por ele tinha defeitos? É claro que tinha! Como todos os regimes, independente de suas ideologias. Como disse Eduardo Galeano, seus inimigos dizem que, se Napoleão tivesse tido um jornal como o Granma, nenhum francês ficaria sabendo do desastre de Waterlo e que exerceu o poder falando muito e escutando pouco, porque estava mais acostumado aos ecos que às vozes. E nisso seus inimigos têm razão.
Muitos irão dizer que Fidel foi um assassino, um ditador, um mostro. O que só demonstra uma miopia histórica sobre o que é uma revolução e um cinismo, misturado com hipocrisia quanto ao que se refere à lógica da guerra.

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Sobre a prostituição da mídia

Já PEDI DEMISSÃO mais de uma vez por não concordar com a postura do veículo, diante das notícias que envolviam poderosos e anunciantes…
Já fui obrigada a DISTORCER INFORMAÇÕES, para que o leitor não soubesse que o envolvido na notícia negativa era um dos anunciantes, jogando a culpa em outro estabelecimento comercial…
Já tive que REFAZER MATÉRIAS, cortar textos inteiros, trocar fotos e até mesmo rediagramar páginas inteiras na hora do fechamento de edição, porque escrevi sobre a cassação de um VEREADOR CORRUPTO que era afilhado de casamento do dono do jornal. Ou porque era proibido divulgar e dar visibilidade a pessoas que faziam oposição à administração municipal da época…
Já fui intimada e respondi processo na JUSTIÇA ELEITORAL porque segui as ordens do proprietário do veículo em que trabalhava, de publicar na capa do jornal uma foto dando destaque ao comitê do candidato da situação em uma eleição municipal… Fui citada por ser a jornalista responsável pelo veículo e absolvida depois de analisados todos os emails que recebi com as ordens de publicação e meus protestos e argumentos.

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